top of page
Cabeçalho Capa Copa.png

RELEASE CORPO COREOGRÁFICO

Nome da Corporação:

Erem Conde Corrêa De Araújo

Data de Criação:

Nome da Coreógrafo:

Alexssandro de Moura Ferreira

11 de dezembro de 2025 às 14:42:11

Tempo para criação das coreografias:

3 meses

Data de Atualização:

Release para:

Concurso da ABANFARE

13 de dezembro de 2025 às 13:01:09

Proposta coreográfica da entrada

O Grupo Trará Para Sua Entrada A Marcialidade Clássica, Com Os Movimentos Típicos De Corpo Coreográfico Contemporâneo. Sem Deixar De Lado A Essência, Com Garbo, Alinhamento E Desenhos Coreográficos, Movimentos Geométricos E Cadenciados, Em Harmonia Com A Corporação Musical. Utilizando Também Passos Da Cultura Afro-brasileira, Assim, Mantendo Viva A Nossa Essência Cultural E De Pertencimento De Corpo E Pensamento. Material Utilizado: Pompom Haste Com Elástico Bandeira Observação: Há Três Componentes Caracterizados De Acordo Com Os Personagens Da Peça. Usam Preto Como Base.

Proposta coreográfica da peça musical

FANTASMAS DO PASSADO
Antes de mergulhar na história que iremos contar, se faz necessário o entendimento sobre a temática abordada, o que pode ser fantasma? Podemos defini-lo como passado? Pois bem, não podemos afirmar que eles são um só, no entanto eles podem gerar um grande mal para os que assolam.
Os “fantasmas” que nos cercam não são propriamente entidades sobrenaturais, ou manifestações espirituais dos mortos, podem ser lembranças, culpas, traumas, arrependimentos ou perdas que continuam a habitar nossa mente e emoções. Eles afetam a vida de várias formas.
O passado é o conjunto de todos os eventos que ocorreram antes de um determinado ponto no tempo.
Um diálogo entre dois personagens da novela “Senhora do destino”, do autor Aguinaldo Silva, onde um deles diz: “- O passado não devia estar morto e enterrado?” O outro respondeu: “- O passado é um fantasma; ainda que morto, sempre presente! Ele assombra os que mentem, os que devem e os que temem...”
Seguindo essa linha de raciocínio em que o passado se torna um fantasma, podemos explicar o porque de tanto sofrimento de uma parcela da população que vive atormentada? Essa é uma indagação que queremos responder ao final do espetáculo.
ATO I (PRESENÇA)
A presença dos fantasmas bloqueiam o presente, sufocam-nos, quando domina nossos pensamentos, deixam-nos presos a situações antigas, revivendo dores ou erros, como um lupo infernal e isso nos impede de construir novas experiências com liberdade e leveza. Geram medo e autossabotagem, como se sussurrassem que “vai dar errado”, “você não vai conseguir”. Influenciam em nossas escolhas, sem perceber, tomamos decisões baseadas em antigos padrões de dor, como se estivéssemos tentando curar o que nos feriu, em vez de seguir em algo novo.
O grupo inicia de forma contida, como se o chão fosse pesado e o ar, rarefeito. Eles representam pessoas caminhando pelas veredas da própria memória, presas em gestos repetitivos.
Entre eles, surge o Fantasma Maior (o passado) numa nuvem trazida pelo vento, erguendo-se como uma figura imponente, poderosa envolta de sombras. Sua presença é sentida antes de ser vista. Ele observa, domina e silencia.
Dois outros Fantasmas Menores surgem, (a culpa e o trauma) ampliando sua influência, rondando e sufocando os demais.
Executaremos coreografias em cânon, de forma leve, sofrida. Um grupo com bastões demonstram todo o peso de uma caminhada guiada pelo passado.
ATO II (MANIPULAÇÃO)
O passado pode nos manipular de formas sutis, diretas e profundas principalmente quando não é compreendido, aceito. Ele age como uma força invisível que molda nossas emoções, escolhas e percepções.
Esses fantasmas são as vozes que ficaram presas no tempo, ecos de experiências que não conseguimos encerrar. Se alimentam do que não foi dito, do que foi reprimido, do que ainda dói. Eles se manifestam quando repetimos relações e erros sem perceber, como se estivéssemos presos num mesmo roteiro. Habitam nas tensões, nos silêncios, nas reações automáticas. Falam através dos nossos gestos, dos medos que não sabemos explicar, das escolhas que parecem não ter lógica.
Nesse ato o grupo utilizará de coreografias espelhadas, iniciando com os fantasmas em figura triangular executando as coreografias através do fantasma maior (o passado). O grupo dividido como uma parcela da população que repete e age de acordo com o passado.
Um grupo com leques surgirá trazendo todo o movimento de abrir e fechar que ora se protege, ora se entrega. Em seguida os tecidos, trazendo os ventos, com eles o sopro do medo, e do horror que carregam.
ATO III (O PESO e AMARRAS)
O peso do passado pode nos causar várias consequências, tanto emocionais quanto comportamentais, que influenciam diretamente a forma como vivemos o presente e projetamos o futuro, ele pesa como um fardo, que carregamos muitas vezes sem saber, nos impede de viver em modo pleno, age de forma sufocante. As amarras prendem, limitam. Tira de nós a capacidade de pensar, agir e até mesmo progredir.
Nesse ato, o grupo irá demonstrar através de coreografias o peso físico, ao se debruçar sobre os ombros uns dos outros e os arrastar, trará a reflexão do quão pesado pode ser esse fardo. Um grupo menor surge entrelaçados em cordas (simbolizando as amarras), do alto surge o fantasma maior (o passado), ele rege as cenas como um grande maestro da manipulação, fazendo com que tudo seja feito por sua vontade. Porém, algo de importante que não podemos deixar de responder, os ‘fantasmas do passado’ são tão fortes que não podem ser esquecidos, ou até mesmo derrotados???
ATO IV (LIBERDADE)
O sofrimento do passado tende a nos isolar, faz parecer que só nós carregamos aquele peso. Mas, quando o grupo se une, surge a percepção de que ninguém está só. ‘Cada voz ecoa a dor do outro, e o silêncio se quebra’. A união de um grupo pode ter um poder transformador diante do sofrimento do passado, tanto simbolicamente quanto emocionalmente. Quando pessoas se unem em torno de uma dor comum, nasce algo que cura, partilha e impulsiona a força do grupo.
Em um momento de dor coletiva, uma entre tantas se destaca (A RESILIÊNCIA), destemida, ela se levanta e em um gesto de ousadia se alimenta da força coletiva e liberta os semelhantes das amarras, incentivando o grupo a lutar por suas felicidades, eles decidem então, guiados por ela espulguinar os que assolam. Numa coreografia de embate o grupo cerca ‘os fantasmas’ e os derrotam, agora um novo momento é vivido. A esperança de um futuro melhor, mais leve e alegre.
As cores surgem, uma liberdade que outrora jamais sentida, toma conta, o preto da lugar para o colorido, a tristeza para o sorriso. Ao surgirem as bandeiras que simbolizam o renascimento. Cada corpo liberta o outro; o gesto de um impulsiona o próximo. A libertação não acontece sozinha é uma dança de cura, onde o coletivo move o que o individual não consegue mover.
O grupo pode dar novo significado ao passado. Aquilo que antes era fardo passa a ser história, aprendizado, identidade. O sofrimento deixa de definir, e passa a unir como se, juntos, eles transformassem a dor em memória e a memória em força.
ATO V (AVOLTA)
O corpo coreográfico traz de forma teatral a realidade da população que vive, suas dores, mágoas e traumas mal curadas. Assim como na vida real a felicidade não dura para sempre, o sofrimento também não precisa durar. O mais importante é como conseguimos nos afastar deles, nem que seja por um tempo. A verdade é que ele pode voltar, depois da dor, como recordações ou ensinamentos, o mais importante é lembrar da luz que ainda existe.
O sofrimento do começo retorna para o final coreográfico, acreditamos que nesse mundo imprevisível que vivemos, respondendo a pergunta feita anteriormente: Tudo passa, tudo volta, como um ciclo. O que importa é a maneira como reagimos diante dos fatos. O amor, a amizade, a fé, a arte são os antídotos que sustentam e norteiam nossas vidas, com eles tudo vencemos!

Material Cênico

Painel Nuvem Bastão Leque Tecido Corda Elástico Bandeiras Lenços

Proposta do Material Cênico

• Painel: O Portal Que Conecta Com O Passado.
• Carrinho/nuvem: Trazida Pelos Ventos Como Um Carrego.
• Bastão: O Apoio Numa Caminhada Árdua.
• Leque: Simboliza O Ato De Ocultar A Dor. Assim Como Ele Abre E Fecha, Alterna Entre Mostrar E Esconder Seus Sentimentos.
• Tecido: O Movimento Do Tecido Cria Vento, E O Vento Representa Lembranças Que Voltam.
• Corda: As Amarras Do Passado.
• Elástico: O Elo Entre Os Fantasmas.
• Bandeiras: As Boas Novas De Esperança E Felicidade.
• Lenços: O Alívio Em Curto Momento, Mas Com Bastante Significado.

13 de dezembro de 2025 às 13:01:09

Alexssandro de Moura Ferreira

Coreógrafo (a)

Abanfare2022.webp

ASSOCIACAO DE BANDAS FANFARRAS E REGENTES DE PERNAMBUCO

CNPJ: 02.644.552/0001-68
Av. Norte Miguel Arraes de Alencar, 4766 , Alto José do Pinho - Recife - PE, 52.210-000

Fone: (81) 2011-7890    |   E-mail: abanfare1@outlook.com 

© 2025 por Rodrigo Alves. Todos os Direitos Reservados a ABANFARE - PE

bottom of page